quinta-feira, 18 de setembro de 2025

#14 - Atividade - Setembro Amarelo

 

Tema: Resistir às cobranças do mundo moderno, respeitar o tempo de cada coisa e não aceitar o que nos faz mal


Texto de Apoio 

No mundo atual, somos constantemente expostos a cobranças que vêm de todos os lados: da escola, do trabalho, da família, das redes sociais e, muitas vezes, de nós mesmos. Vivemos como se estivéssemos em uma corrida sem linha de chegada, tentando corresponder a padrões de perfeição que, na prática, são impossíveis de alcançar. Essa busca incessante por resultados rápidos e pela aprovação externa pode nos levar a sentimentos de ansiedade, estresse e até esgotamento.

A ansiedade, em especial, é um dos maiores reflexos desse excesso de pressões. Ela pode ser entendida como o sofrimento por algo que ainda não aconteceu, mas que nossa mente antecipa como se fosse uma ameaça real. Em situações mais leves, a ansiedade pode ser controlada com organização, respiração, autoconhecimento e apoio emocional. Porém, em casos mais graves — quando surgem sintomas como choro frequente, medo intenso, desespero e dificuldade de controlar os pensamentos — o acompanhamento médico e psicológico é fundamental, pois o tratamento adequado pode aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

Entretanto, é preciso lembrar que cada coisa tem o seu tempo. Assim como uma planta precisa ser regada, receber luz e crescer pouco a pouco até florescer, nós também temos nossos próprios ritmos. Forçar etapas pode trazer apenas frustração. Respeitar o tempo de cada processo é fundamental para manter o equilíbrio entre nossos objetivos e nossa saúde mental.

Outro ponto essencial é aprender a dizer “não” ao que nos faz mal. Muitas vezes aceitamos situações, relacionamentos ou atividades que nos sobrecarregam porque sentimos medo de decepcionar os outros ou de não sermos aceitos. No entanto, dizer “não” não é um sinal de fraqueza, mas sim de coragem e amor-próprio. Estabelecer limites saudáveis nos ajuda a preservar nossa paz e a viver de maneira mais leve.

Setembro Amarelo surge como um convite à reflexão sobre o valor da vida. Ele nos lembra de que cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo. Buscar apoio psicológico, conversar com pessoas de confiança e dividir o que sentimos são atitudes que podem salvar vidas. A mensagem principal é clara: resistir às pressões do mundo moderno, respeitar nossos próprios limites e escolher não aceitar o que nos causa sofrimento são formas de preservar nossa saúde mental e valorizar a vida

Questões objetivas

  1. O texto afirma que o mundo moderno costuma cobrar:
    a) Resultados rápidos e perfeição
    b) Tempo de descanso e tranquilidade
    c) Solidariedade e cooperação
    d) Silêncio e isolamento

  2. Segundo o texto, a ansiedade pode ser definida como:
    a) Uma doença sem tratamento
    b) O sofrimento por algo que ainda não aconteceu
    c) O excesso de calma em situações difíceis
    d) A capacidade de resolver problemas rapidamente

  3. Quando a ansiedade se manifesta com sintomas graves como choro, medo e desespero, o texto recomenda:
    a) Isolamento social
    b) Competir mais para se distrair
    c) Buscar acompanhamento médico e psicológico
    d) Ignorar os sintomas para não se preocupar

  4. A metáfora da planta no texto é usada para mostrar que:
    a) Devemos acelerar o crescimento pessoal
    b) Cada processo tem seu tempo natural de desenvolvimento
    c) A vida exige resultados imediatos
    d) É melhor evitar novos desafios

  5. O Setembro Amarelo nos lembra da importância de:
    a) Cumprir todas as expectativas externas
    b) Valorizar a vida e cuidar da saúde mental
    c) Buscar apenas produtividade
    d) Ignorar os próprios sentimentos

Questão discursiva (reflexão)

  • Quais estratégias você poderia adotar para lidar com a ansiedade no dia a dia, respeitando seus limites e sabendo quando buscar ajuda?

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segunda-feira, 8 de setembro de 2025

#013 - A expansão marítima e a colonização da América portuguesa


Texto: A expansão marítima e a colonização portuguesa no Brasil

No século XV, Portugal se destacou como pioneiro na expansão marítima europeia. Impulsionados pela busca de novas rotas comerciais, especialmente para as especiarias do Oriente, os portugueses desenvolveram importantes inovações náuticas, como a caravela, o astrolábio e a bússola. Além disso, o apoio da monarquia, a experiência náutica adquirida na pesca e no comércio costeiro, e a Escola de Sagres, atribuída ao Infante Dom Henrique, favoreceram esse processo.

Em 1494, Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Tordesilhas, que dividia o mundo entre os dois reinos. Assim, quando Pedro Álvares Cabral chegou ao litoral brasileiro em 1500, Portugal pôde reivindicar aquelas terras, pois estavam dentro da área definida pelo tratado.

Nos primeiros anos, os portugueses pouco exploraram o território brasileiro, limitando-se à extração do pau-brasil, madeira de grande valor comercial na Europa. No entanto, diante da ameaça de invasões estrangeiras, a Coroa portuguesa decidiu investir na colonização efetiva do Brasil. Para isso, em 1534, criou o sistema de capitanias hereditárias, que buscava descentralizar a administração e reduzir os custos da Coroa. Como muitas capitanias fracassaram, foi implantado em 1549 o Governo-Geral, centralizando novamente o poder e organizando a colonização.

A economia colonial se estruturou principalmente na produção açucareira, realizada em grandes latifúndios e baseada no trabalho escravizado de africanos. Esse modelo gerou grande riqueza para a metrópole, mas também consolidou um sistema social desigual e excludente, marcado pela exploração da mão de obra e pela concentração fundiária.

Assim, a expansão marítima portuguesa não apenas abriu novos caminhos para o comércio mundial, mas também deu origem a um longo processo de dominação e exploração do território brasileiro, deixando marcas profundas na sociedade até os dias de hoje.

1. (D1 – Identificar a ideia principal de um texto histórico)
Qual foi a principal motivação de Portugal para iniciar a expansão marítima no século XV?
a) A busca por metais preciosos.
b) O interesse em especiarias do Oriente.
c) A necessidade de ocupar novas terras.
d) A evangelização de povos africanos.


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2. (D2 – Reconhecer a relação entre causa e consequência)
A criação do Governo-Geral em 1549 ocorreu porque:
a) As capitanias hereditárias foram bem-sucedidas.
b) Os donatários tinham muito poder político.
c) O sistema das capitanias fracassou.
d) A Espanha exigiu centralização no Brasil.


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3. (D3 – Localizar informações explícitas no texto)
Qual recurso natural foi explorado no início da ocupação portuguesa no Brasil?
a) Ouro.
b) Pau-brasil.
c) Açúcar.
d) Algodão.


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4. (D4 – Inferir informações implícitas em um texto)
Pode-se afirmar que a pouca exploração inicial do Brasil ocorreu porque:
a) Portugal não tinha interesse em colonizar territórios.
b) A Coroa estava mais voltada para o comércio no Oriente.
c) O pau-brasil era difícil de extrair.
d) As terras brasileiras eram improdutivas.


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5. (D5 – Analisar diferentes formas de organização política)
O Governo-Geral tinha como função principal:
a) Representar os interesses da Espanha.
b) Organizar e centralizar a administração colonial.
c) Criar novas capitanias hereditárias.
d) Distribuir terras para todos os colonos.


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6. (D6 – Reconhecer permanências e mudanças históricas)
Uma permanência importante do período colonial na sociedade brasileira foi:
a) A divisão igualitária de terras.
b) A utilização de mão de obra escravizada.
c) A independência econômica do Brasil.
d) O sistema político democrático.


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7. (D7 – Relacionar práticas econômicas ao contexto histórico)
A principal atividade econômica da colonização portuguesa no Brasil durante os séculos XVI e XVII foi:
a) A mineração.
b) O cultivo do algodão.
c) A produção açucareira.
d) O extrativismo vegetal.


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8. (D8 – Identificar características sociais de um período histórico)
A sociedade colonial brasileira pode ser descrita como:
a) Plural e igualitária.
b) Rural, escravista e hierarquizada.
c) Livre, urbana e industrial.
d) Democrática e participativa.


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9. (D9 – Reconhecer a influência de fatores externos em processos históricos)
A decisão portuguesa de investir na colonização efetiva do Brasil ocorreu devido:
a) À ameaça de invasões estrangeiras.
b) Ao fracasso do comércio oriental.
c) Ao fim do tráfico de escravos.
d) À pressão da Inglaterra.


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10. (D10 – Comparar diferentes processos históricos)
Ao comparar a colonização portuguesa no Brasil com a espanhola em outras partes da América, é correto afirmar que:
a) Ambas foram voltadas à exploração econômica.
b) Apenas Portugal utilizou mão de obra escrava.
c) A Espanha não explorou metais preciosos.
d) Portugal promoveu a igualdade entre colonos e indígenas.



sexta-feira, 5 de setembro de 2025

#012 - Egito, Mesopotâmia, Fenícia e Pérsia



As primeiras grandes civilizações da Antiguidade desenvolveram-se principalmente na região do Oriente Próximo, onde rios férteis favoreceram a agricultura e a formação de cidades-estado.

No Egito Antigo, às margens do rio Nilo, surgiu uma das mais duradouras civilizações da história. Organizada em torno do faraó, que era considerado um deus vivo, a sociedade egípcia destacou-se pela construção de pirâmides, templos e pela escrita hieroglífica. A religião era politeísta, e acreditava-se na vida após a morte, o que justificava os elaborados rituais de mumificação.

A Mesopotâmia, situada entre os rios Tigre e Eufrates, foi o berço de diversas culturas, como sumérios, babilônios e assírios. Ali se inventou a escrita cuneiforme e desenvolveram-se importantes códigos de leis, como o Código de Hamurábi. Os zigurates, templos em forma de pirâmide escalonada, eram centros religiosos e administrativos.

O Império Persa, fundado por Ciro, o Grande, destacou-se por sua vasta extensão territorial e por sua política de tolerância religiosa e cultural. Criaram uma eficiente rede de estradas, como a Estrada Real, e um sistema de correios. Sua religião principal foi o zoroastrismo, baseada na luta entre o bem e o mal.

Já a Fenícia, localizada na região do atual Líbano, destacou-se pelo comércio marítimo. Eram excelentes navegadores e fundaram colônias no Mediterrâneo, como Cartago. Sua maior contribuição cultural foi o alfabeto fenício, que serviu de base para o grego e, posteriormente, para o alfabeto latino.

Essas civilizações, cada uma à sua maneira, deixaram legados importantes que influenciam a humanidade até hoje.


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Questões de múltipla escolha

1. Qual rio foi fundamental para o desenvolvimento do Egito Antigo?
a) Tigre
b) Eufrates
c) Nilo
d) Jordão


2. Quem era considerado um deus vivo no Egito Antigo?
a) Sacerdote
b) Faraó
c) Escriba
d) General


3. Qual era a principal forma de escrita dos egípcios?
a) Alfabeto fenício
b) Cuneiforme
c) Hieróglifos
d) Grego antigo


4. Em qual região se localizava a Mesopotâmia?
a) Entre o Nilo e o Jordão
b) Entre o Tigre e o Eufrates
c) Entre o Danúbio e o Reno
d) Entre o Ganges e o Indo


5. Qual foi uma das principais contribuições jurídicas da Mesopotâmia?
a) Constituição Grega
b) Código de Hamurábi
c) Declaração de Cartago
d) Código Persa


6. Qual foi a religião principal do Império Persa?
a) Cristianismo
b) Politeísmo egípcio
c) Zoroastrismo
d) Judaísmo


7. Qual obra de infraestrutura se destacou no Império Persa?
a) Muralha da China
b) Estrada Real
c) Coliseu
d) Zigurate


8. O que mais caracterizava os fenícios?
a) Agricultura de arroz
b) Comércio marítimo
c) Domínio militar terrestre
d) Escrita cuneiforme


9. Qual foi a maior contribuição cultural dos fenícios?
a) Construção de pirâmides
b) Código de leis
c) Alfabeto
d) Zigurates


10. Qual cidade foi uma importante colônia fenícia no Mediterrâneo?
a) Babilônia
b) Cartago
c) Menfis
d) Persepolis

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

#011 O fim da monarquia e o início da República - Os bestializados

O fim da monarquia e o início da Republica.  Texto baseado na obra de José Murilo de Carvalho, Os Bestializados.

A passagem da monarquia para a República no Brasil, em 15 de novembro de 1889, não pode ser entendida sem levar em conta o contexto da crise do sistema escravista e das transformações sociais que marcaram o final do século XIX. O Segundo Reinado, sustentado durante décadas pela economia agrária e escravista, entrou em colapso após a abolição da escravidão em 13 de maio de 1888, com a assinatura da Lei Áurea. A libertação dos cativos, embora um marco civilizatório, não foi acompanhada por políticas públicas de integração social ou econômica dos ex-escravizados. A elite agrária, ressentida por não ter sido indenizada, rompeu seu apoio à monarquia, enfraquecendo ainda mais Dom Pedro II.

Nesse cenário, ganha destaque o papel da mão de obra imigrante. Desde a década de 1870, o governo imperial já incentivava a vinda de trabalhadores europeus, sobretudo para São Paulo, sob a justificativa de suprir a carência de mão de obra nas lavouras de café. No entanto, a substituição do trabalhador negro escravizado pelo imigrante europeu não se deu apenas por motivos econômicos. Havia também uma forte dimensão racial e ideológica: as elites defendiam que a chegada de europeus “brancos” contribuiria para o processo de “modernização” e até mesmo para o embranquecimento da população, em sintonia com teorias raciais do século XIX que associavam o progresso ao branqueamento da sociedade.

Enquanto isso, a população negra liberta foi deixada à margem. Sem acesso à terra, ao crédito ou a políticas de inclusão, muitos ex-escravizados foram empurrados para atividades informais, para o subemprego urbano ou simplesmente para a marginalização social. Esse quadro contribuiu para aprofundar as desigualdades raciais que ainda marcam a sociedade brasileira.

É nesse ponto que a análise de José Murilo de Carvalho, em Os bestializados, torna-se ainda mais relevante. Ao investigar o comportamento do povo do Rio de Janeiro diante da proclamação da República, o autor revela como a maior parte da população — em grande medida composta por negros libertos, pobres e trabalhadores urbanos — permaneceu alheia ou indiferente ao novo regime. A palavra “bestializados” traduz a sensação de exclusão: para esses grupos, a mudança de monarquia para República não representava transformação real em suas condições de vida.

Assim, embora a República tenha surgido sob o discurso de modernidade e progresso, ela nasceu com um paradoxo social e racial: de um lado, celebrava-se a chegada do imigrante europeu como símbolo de um Brasil mais “civilizado”; de outro, relegava-se a população negra a uma cidadania de segunda classe. O golpe de 1889, conduzido por militares e elites, consolidou um regime que, em sua origem, manteve práticas excludentes e não integrou amplamente a maioria da população.

Portanto, a transição da monarquia para a República não foi apenas um episódio político, mas também um reflexo das tensões raciais e sociais do fim do século XIX. A exclusão dos negros libertos e a valorização do imigrante europeu demonstram que o novo regime nasceu marcado por desigualdades profundas. A obra Os bestializados evidencia esse abismo, mostrando que, para a maioria do povo brasileiro, a República chegou não como conquista, mas como uma realidade distante e pouco transformadora.


Questão 1 – Crise da mão de obra escrava

No contexto da transição do Brasil Império para a República, a abolição da escravidão em 1888 representou:

A) A imediata inclusão social e econômica dos ex-escravizados por meio de políticas públicas.
B) O fim do apoio da elite agrária à monarquia, já que não houve indenização aos proprietários de escravos.
C) A valorização do trabalho negro no campo, considerado essencial para o progresso agrícola.
D) A manutenção do regime monárquico como forma de preservar a ordem social após a Lei Áurea.


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Questão 2 – Imigração e trabalho livre

A política de incentivo à imigração europeia no final do século XIX estava relacionada principalmente:

A) À substituição da mão de obra escrava pelo trabalho assalariado e ao ideal de “embranquecimento” da população.
B) Ao desejo de atrair trabalhadores estrangeiros para reforçar o regime monárquico.
C) À valorização da cultura africana e ao reconhecimento do papel dos ex-escravizados na economia.
D) Ao esforço republicano de integrar imigrantes e negros libertos em condições de igualdade.


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Questão 3 – Questão racial

Após a abolição, a população negra no Brasil:

A) Foi amplamente incorporada às lavouras de café como mão de obra assalariada.
B) Recebeu terras do governo como forma de indenização pela exploração sofrida.
C) Foi marginalizada socialmente, sem acesso a políticas públicas de inclusão, enquanto imigrantes europeus eram valorizados.
D) Ocupou os principais cargos políticos durante a Primeira República, consolidando sua participação cidadã.


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Questão 4 – Transição da monarquia para a República

A proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, caracterizou-se por:

A) Uma ampla mobilização popular liderada por ex-escravizados e trabalhadores urbanos.
B) Um golpe militar que não contou com a participação efetiva da maioria da população.
C) A consolidação da democracia, com voto universal e participação cidadã plena.
D) Um movimento popular espontâneo em defesa da continuidade da monarquia.


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Questão 5 – O livro Os bestializados

Na obra Os bestializados, José Murilo de Carvalho defende que a população do Rio de Janeiro, diante da proclamação da República:

A) Participou ativamente do movimento, sendo decisiva para a queda da monarquia.
B) Demonstrou forte engajamento político, apoiando o novo regime republicano.
C) Manteve-se alheia ou indiferente, “bestializada”, sem compreender ou participar do processo político.
D) Foi amplamente beneficiada com políticas sociais do governo republicano, o que aumentou sua cidadania.

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

#010 - Atividade - 8 ano - 3 bimestre - Economia na Colonia e no Império

 

Economia, escravidão e agricultura de exportação no Brasil Colônia e Império

A trajetória econômica do Brasil, desde a colonização portuguesa até o período imperial, foi marcada pela manutenção de estruturas profundamente desiguais, sustentadas pela escravidão e pela dependência da agricultura voltada para o mercado externo. Esse modelo não apenas organizou a produção e o comércio, mas também moldou a sociedade e as relações de poder que caracterizaram a história brasileira por séculos.

Durante o período colonial, estabeleceu-se o sistema de plantation, baseado na monocultura, na grande propriedade rural e no trabalho escravizado. O açúcar, cultivado sobretudo no litoral nordestino, tornou-se o primeiro produto de relevância internacional da economia colonial. A exploração da mão de obra africana foi um pilar desse processo, garantindo a lucratividade do empreendimento e inserindo o Brasil na lógica mercantilista europeia. No século XVIII, o ciclo do ouro em Minas Gerais representou uma mudança momentânea no eixo econômico, mas não alterou a dependência estrutural do trabalho escravo, tampouco a lógica de exploração voltada ao enriquecimento da metrópole.

Com a independência e a formação do Império em 1822, a economia brasileira manteve a continuidade do modelo herdado da Colônia. A escravidão permaneceu como elemento central, sustentando agora a expansão do café, que a partir da primeira metade do século XIX passou a dominar o cenário econômico. O café não só dinamizou regiões como o Vale do Paraíba e, posteriormente, o oeste paulista, como também projetou o Brasil como potência agrícola exportadora. No entanto, essa prosperidade esteve limitada a uma elite agrária, que manteve o país preso à lógica agroexportadora e pouco investiu em diversificação produtiva ou no fortalecimento do mercado interno.

A persistência do regime escravista até 1888 revela a rigidez de uma estrutura que resistiu a pressões internas e externas por mudanças. A escravidão, além de base econômica, funcionou como instrumento de poder e de controle social, aprofundando desigualdades que perduraram mesmo após a abolição. A agricultura de exportação, por sua vez, manteve a economia brasileira atrelada às demandas internacionais, dificultando o desenvolvimento de um projeto autônomo de modernização e industrialização.

Portanto, tanto no período colonial quanto no Império, a economia brasileira foi marcada pela conjugação entre escravidão e agricultura de exportação. Esse modelo gerou riqueza para poucos e consolidou uma sociedade profundamente desigual, em que o progresso material esteve condicionado à exploração da maioria. Mais do que um arranjo produtivo, tratou-se de um sistema econômico e social que moldou as bases da formação histórica do Brasil, cujas consequências se fazem sentir até hoje.



D1 – Localizar informações explícitas em um texto
1. Qual foi o principal produto agrícola de exportação do Brasil Colônia no século XVI e XVII?
a) Café
b) Cana-de-açúcar 
c) Algodão
d) Tabaco

2. Em que regiões do Brasil o café se desenvolveu com mais força durante o Império?
a) Litoral nordestino
b) Vale do Paraíba e oeste paulista 
c) Região amazônica
d) Minas Gerais


D2 – Estabelecer relações entre partes de um texto
3. No texto, quando o autor se refere a “esse modelo”, a que está se referindo?
a) À mineração de ouro
b) Ao sistema de plantation 
c) À industrialização
d) Ao comércio interno

4. A palavra “prosperidade” no período imperial substitui qual ideia apresentada no trecho anterior?
a) A expansão da cafeicultura 
b) O crescimento urbano
c) A independência política
d) O ciclo da mineração


D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão
5. O que significa a expressão “rigidez de uma estrutura” usada para se referir à escravidão no Império?
a) Dificuldade de mudança 
b) Fragilidade do sistema
c) Diversificação produtiva
d) Facilidade de adaptação

6. O que o texto sugere com a expressão “projetou o Brasil como potência agrícola exportadora”?
a) Que o Brasil se tornou líder na exportação de manufaturados
b) Que o café deu visibilidade internacional ao Brasil 
c) Que a escravidão tornou o país mais respeitado
d) Que o ouro sustentou a economia até o fim do Império


D4 – Inferir uma informação implícita
7. O texto sugere que a independência em 1822 trouxe mudanças profundas na economia brasileira?
a) Não, porque a estrutura econômica se manteve praticamente a mesma 
b) Sim, porque o Brasil aboliu a escravidão nesse momento
c) Sim, porque o país passou a ter economia industrial
d) Não, porque o ouro continuou sendo a principal base econômica

8. O que podemos inferir sobre o impacto da escravidão na sociedade brasileira atual, segundo o ensaio?
a) Não deixou marcas significativas
b) Ainda influencia desigualdades sociais e raciais 
c) Foi superada totalmente após a Abolição
d) Fortaleceu a industrialização nacional


D6 – Identificar o tema de um texto
9. Qual é o tema central do ensaio?
a) A industrialização no Brasil
b) A agricultura de exportação e a escravidão como bases da economia 
c) O comércio interno e a urbanização
d) O papel dos bandeirantes na economia

10. Qual aspecto histórico o texto enfatiza como fundamental para entender a economia brasileira no período estudado?
a) O artesanato local
b) O trabalho escravo 
c) A exploração do pau-brasil
d) A pecuária


D7 – Identificar a tese de um texto
11. Qual é a tese defendida pelo autor sobre a economia do Brasil Colônia e Império?
a) Foi baseada na escravidão e na agricultura de exportação 
b) Foi marcada pela industrialização precoce
c) Caracterizou-se pelo comércio interno diversificado
d) Desenvolveu-se com prioridade no setor urbano


D8 – Relação entre tese e argumentos
12. Quais argumentos sustentam a ideia de que a economia brasileira foi dependente da agricultura de exportação?
a) O uso de tecnologia de ponta e industrialização
b) A importância do açúcar e do café para o mercado externo 
c) A força do mercado consumidor interno
d) O crescimento das pequenas propriedades


D9 – Diferenciar partes principais das secundárias
13. Entre as passagens abaixo, qual apresenta uma ideia principal do texto?
a) “O ouro no século XVIII representou uma mudança momentânea no eixo econômico.”
b) “O café não só dinamizou regiões como o Vale do Paraíba, mas também projetou o Brasil.” 
c) “O texto sugere que a escravidão moldou relações sociais desiguais.”
d) “O açúcar foi cultivado sobretudo no litoral nordestino.”


D11 – Relação causa/consequência
14. Qual foi a consequência da expansão da cafeicultura para o Brasil no século XIX?
a) Tornou o Brasil uma potência agrícola exportadora 
b) Aboliu a escravidão imediatamente
c) Substituiu o açúcar no litoral nordestino
d) Criou uma economia industrializada

15. Que consequência o texto atribui à manutenção da escravidão até 1888?
a) Estímulo ao crescimento industrial
b) Fortalecimento da classe média
c) Consolidação de desigualdades sociais e raciais 
d) Diminuição da agricultura de exportação


D12 – Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros
16. Qual é a finalidade principal do ensaio escrito: informar, argumentar ou entreter?
a) Entreter o leitor
b) Argumentar, defendendo uma tese histórica 
c) Apresentar um manual prático
d) Divulgar um anúncio


D14 – Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato
17. Identifique no texto uma frase que apresenta um fato histórico.
a) “O café tornou-se a base da riqueza do país.” 
b) “A escravidão foi injusta e cruel.”
c) “A economia brasileira foi mais forte que a europeia.”
d) “O Brasil deveria ter abolido a escravidão antes.”


D15 – Relações lógico-discursivas
18. Qual a função da conjunção “portanto” na conclusão do ensaio?
a) Introduzir um exemplo
b) Concluir uma ideia apresentada 
c) Contrapor ideias
d) Indicar condição

19. O que a conjunção “mas”, usada no trecho “mas não alterou a dependência estrutural do trabalho escravo”, expressa em relação às ideias do parágrafo?
a) Ideia de consequência
b) Ideia de oposição 
c) Ideia de explicação
d) Ideia de comparação


D20 – Comparação de textos
20. Se compararmos esse ensaio a um livro didático de História, quais diferenças de abordagem poderíamos esperar?
a) O livro didático apresentaria dados mais opinativos
b) O ensaio traz argumentos, enquanto o livro didático tende a ser mais informativo 
c) O ensaio apresenta gráficos, e o livro não
d) O livro se limita a discutir apenas o presente


sexta-feira, 29 de agosto de 2025

#009 - Atividade - Grécia antiga - O que é cidadania?


O que é cidadania?

A origem da palavra cidadania vem do latim civitas, que quer dizer cidade. Na Grécia antiga, considerava-se cidadão aquele nascido em terras gregas. Em Roma a palavra cidadania era usada para indicar a situação política de uma pessoa e os direitos que essa pessoa tinha ou podia exercer. 

Juridicamente, cidadão é o indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado. Em um conceito mais amplo, cidadania quer dizer a qualidade de ser cidadão, e consequentemente sujeito de direitos e deveres. 

A relação do cidadão com o Estado é dúplice: de um lado, os cidadãos participam da fundação do Estado, e portanto estão sujeitos ao pacto que o criou, no nosso caso a Constituição Federal de 1988. Portanto, sendo o Estado dos próprios cidadãos, os mesmos têm o dever de zelar pelo bem público e participar, seja através do voto, seja através de outros meios, formais e informais, do acompanhamento e fiscalização da atuação estatal. 

Ao mesmo tempo, os agentes estatais, como cidadãos investidos de funções públicas, tem o dever de atuar com base nos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade, prestando contas de todos os seus atos. Uma relação harmoniosa entre as expectativas dos cidadãos e a atuação estatal é o ideal a ser alcançado por qualquer sociedade. 

Mas nem tudo depende apenas do Estado. O conceito de cidadania vai muito além, pois ser cidadão significa também tomar parte da vida em sociedade, tendo uma participação ativa no que diz respeito aos problemas da comunidade. Segundo Dalmo de Abreu Dallari: “A cidadania expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo”. 

Colocar o bem comum em primeiro lugar e atuar sempre que possível para promovê-lo é dever de todo cidadão responsável. A cidadania deve ser entendida, nesse sentido, como processo contínuo, uma construção coletiva que almeja a realização gradativa dos Direitos Humanos e de uma sociedade mais justa e solidária.

Fonte: https://www.justica.pr.gov.br/Pagina/O-que-e-Cidadania


1. (D1 – Localizar informações explícitas)
De acordo com o texto, qual é a origem da palavra cidadania?

a) Vem do grego polis, que quer dizer cidade.
b) Vem do latim civitas, que quer dizer cidade.
c) Vem do inglês citizen, que quer dizer povo.
d) Vem do francês cité, que quer dizer comunidade.


2. (D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão)
No trecho “o cidadão está sujeito ao pacto que o criou”, a expressão “pacto que o criou” refere-se a:

a) A Constituição Federal que organiza o Estado.
b) Um acordo informal entre os cidadãos.
c) A declaração universal dos direitos humanos.
d) A lei de responsabilidade fiscal.


3. (D4 – Inferir uma informação implícita)
O que se pode concluir sobre a cidadania a partir do texto?

a) Cidadania é um direito exclusivo das pessoas com alto nível de escolaridade.
b) A cidadania se limita ao direito de votar e ser votado.
c) A cidadania envolve direitos, deveres e participação ativa na sociedade.
d) Cidadania é apenas um conceito teórico sem aplicação prática.


4. (D6 – Identificar o tema de um texto)
Qual é o tema central do texto?

a) A origem da democracia no mundo.
b) A relação entre cidadania e globalização.
c) O conceito de cidadania e sua importância na sociedade.
d) A evolução histórica da política no Brasil.


5. (D11 – Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato)
Leia a frase: “Colocar o bem comum em primeiro lugar e atuar sempre que possível para promovê-lo é dever de todo cidadão responsável.” Essa frase expressa:

a) Um fato, pois descreve uma lei escrita na Constituição.
b) Uma opinião, pois expressa um ideal de comportamento.
c) Um fato, pois trata de um direito garantido a todos.
d) Uma hipótese, pois prevê algo que pode acontecer no futuro.


#008 - Atividade - Grécia antiga - Cidadania

 

A Luta pela Cidadania em Atenas

No século V a.C., a cidade de Atenas estava em grande transformação. Os cidadãos atenienses, em sua maioria homens livres e proprietários de terras, tinham poder político, participando diretamente das decisões da pólis. No entanto, esse direito não era estendido a todos. Mulheres, escravizados e estrangeiros (metecos) estavam excluídos da cidadania.

O conflito começou quando os pequenos agricultores e camponeses, endividados, começaram a perder suas terras para os aristocratas. Muitos eram vendidos como escravos para pagar dívidas. Isso gerou revoltas e instabilidade na cidade. Para evitar uma guerra civil, foi chamado um líder sábio: Sólon.

Sólon propôs mudanças. Ele cancelou as dívidas e proibiu a escravidão por dívidas, o que trouxe alívio aos camponeses. Além disso, criou uma nova forma de participação política baseada na riqueza e não no nascimento. Isso significava que, mesmo não sendo da nobreza, um homem rico poderia participar do governo.

Como consequência, a reforma de Sólon reduziu os conflitos sociais e abriu caminho para um governo mais democrático, mas não para todos. A cidadania ainda era restrita a homens livres, maiores de idade e nascidos em Atenas. Mesmo assim, as mudanças iniciaram um processo que, séculos depois, inspiraria a democracia moderna.





1. (Identificar o conflito gerador do enredo)
Qual foi o principal conflito apresentado no texto?

a) A disputa pelo trono entre os nobres atenienses.
b) A exclusão das mulheres das decisões políticas.
c) A revolta causada pelas dívidas dos pequenos agricultores.
d) A guerra entre Atenas e Esparta.


2. (Identificar elementos que constroem a narrativa)
Quem é o personagem central que propôs mudanças para resolver o conflito?

a) Péricles.
b) Sólon.
c) Clístenes.
d) Sócrates.


3. (Estabelecer relação causa/consequência)
Por que Sólon foi chamado para intervir em Atenas?

a) Porque a cidade estava enfrentando ataques estrangeiros.
b) Porque havia risco de guerra civil devido às revoltas dos camponeses.
c) Porque as mulheres exigiam participação política.
d) Porque os metecos queriam mais direitos.


4. (Estabelecer relação causa/consequência)
Qual foi uma consequência imediata das reformas de Sólon?

a) Todos os habitantes de Atenas passaram a ter cidadania.
b) A escravidão por dívidas foi proibida e as dívidas foram canceladas.
c) As mulheres conquistaram direito ao voto.
d) Os estrangeiros puderam participar da política.


5. (Identificar elementos da narrativa)
Em que período histórico se passa a narrativa?

a) No século V a.C., na cidade de Atenas.
b) No século III a.C., em Esparta.
c) No século I d.C., no Império Romano.
d) No século VII a.C., em Corinto.

#14 - Atividade - Setembro Amarelo

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