sexta-feira, 29 de agosto de 2025

#009 - Atividade - Grécia antiga - O que é cidadania?


O que é cidadania?

A origem da palavra cidadania vem do latim civitas, que quer dizer cidade. Na Grécia antiga, considerava-se cidadão aquele nascido em terras gregas. Em Roma a palavra cidadania era usada para indicar a situação política de uma pessoa e os direitos que essa pessoa tinha ou podia exercer. 

Juridicamente, cidadão é o indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado. Em um conceito mais amplo, cidadania quer dizer a qualidade de ser cidadão, e consequentemente sujeito de direitos e deveres. 

A relação do cidadão com o Estado é dúplice: de um lado, os cidadãos participam da fundação do Estado, e portanto estão sujeitos ao pacto que o criou, no nosso caso a Constituição Federal de 1988. Portanto, sendo o Estado dos próprios cidadãos, os mesmos têm o dever de zelar pelo bem público e participar, seja através do voto, seja através de outros meios, formais e informais, do acompanhamento e fiscalização da atuação estatal. 

Ao mesmo tempo, os agentes estatais, como cidadãos investidos de funções públicas, tem o dever de atuar com base nos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade, prestando contas de todos os seus atos. Uma relação harmoniosa entre as expectativas dos cidadãos e a atuação estatal é o ideal a ser alcançado por qualquer sociedade. 

Mas nem tudo depende apenas do Estado. O conceito de cidadania vai muito além, pois ser cidadão significa também tomar parte da vida em sociedade, tendo uma participação ativa no que diz respeito aos problemas da comunidade. Segundo Dalmo de Abreu Dallari: “A cidadania expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo”. 

Colocar o bem comum em primeiro lugar e atuar sempre que possível para promovê-lo é dever de todo cidadão responsável. A cidadania deve ser entendida, nesse sentido, como processo contínuo, uma construção coletiva que almeja a realização gradativa dos Direitos Humanos e de uma sociedade mais justa e solidária.

Fonte: https://www.justica.pr.gov.br/Pagina/O-que-e-Cidadania


1. (D1 – Localizar informações explícitas)
De acordo com o texto, qual é a origem da palavra cidadania?

a) Vem do grego polis, que quer dizer cidade.
b) Vem do latim civitas, que quer dizer cidade.
c) Vem do inglês citizen, que quer dizer povo.
d) Vem do francês cité, que quer dizer comunidade.


2. (D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão)
No trecho “o cidadão está sujeito ao pacto que o criou”, a expressão “pacto que o criou” refere-se a:

a) A Constituição Federal que organiza o Estado.
b) Um acordo informal entre os cidadãos.
c) A declaração universal dos direitos humanos.
d) A lei de responsabilidade fiscal.


3. (D4 – Inferir uma informação implícita)
O que se pode concluir sobre a cidadania a partir do texto?

a) Cidadania é um direito exclusivo das pessoas com alto nível de escolaridade.
b) A cidadania se limita ao direito de votar e ser votado.
c) A cidadania envolve direitos, deveres e participação ativa na sociedade.
d) Cidadania é apenas um conceito teórico sem aplicação prática.


4. (D6 – Identificar o tema de um texto)
Qual é o tema central do texto?

a) A origem da democracia no mundo.
b) A relação entre cidadania e globalização.
c) O conceito de cidadania e sua importância na sociedade.
d) A evolução histórica da política no Brasil.


5. (D11 – Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato)
Leia a frase: “Colocar o bem comum em primeiro lugar e atuar sempre que possível para promovê-lo é dever de todo cidadão responsável.” Essa frase expressa:

a) Um fato, pois descreve uma lei escrita na Constituição.
b) Uma opinião, pois expressa um ideal de comportamento.
c) Um fato, pois trata de um direito garantido a todos.
d) Uma hipótese, pois prevê algo que pode acontecer no futuro.


#008 - Atividade - Grécia antiga - Cidadania

 

A Luta pela Cidadania em Atenas

No século V a.C., a cidade de Atenas estava em grande transformação. Os cidadãos atenienses, em sua maioria homens livres e proprietários de terras, tinham poder político, participando diretamente das decisões da pólis. No entanto, esse direito não era estendido a todos. Mulheres, escravizados e estrangeiros (metecos) estavam excluídos da cidadania.

O conflito começou quando os pequenos agricultores e camponeses, endividados, começaram a perder suas terras para os aristocratas. Muitos eram vendidos como escravos para pagar dívidas. Isso gerou revoltas e instabilidade na cidade. Para evitar uma guerra civil, foi chamado um líder sábio: Sólon.

Sólon propôs mudanças. Ele cancelou as dívidas e proibiu a escravidão por dívidas, o que trouxe alívio aos camponeses. Além disso, criou uma nova forma de participação política baseada na riqueza e não no nascimento. Isso significava que, mesmo não sendo da nobreza, um homem rico poderia participar do governo.

Como consequência, a reforma de Sólon reduziu os conflitos sociais e abriu caminho para um governo mais democrático, mas não para todos. A cidadania ainda era restrita a homens livres, maiores de idade e nascidos em Atenas. Mesmo assim, as mudanças iniciaram um processo que, séculos depois, inspiraria a democracia moderna.





1. (Identificar o conflito gerador do enredo)
Qual foi o principal conflito apresentado no texto?

a) A disputa pelo trono entre os nobres atenienses.
b) A exclusão das mulheres das decisões políticas.
c) A revolta causada pelas dívidas dos pequenos agricultores.
d) A guerra entre Atenas e Esparta.


2. (Identificar elementos que constroem a narrativa)
Quem é o personagem central que propôs mudanças para resolver o conflito?

a) Péricles.
b) Sólon.
c) Clístenes.
d) Sócrates.


3. (Estabelecer relação causa/consequência)
Por que Sólon foi chamado para intervir em Atenas?

a) Porque a cidade estava enfrentando ataques estrangeiros.
b) Porque havia risco de guerra civil devido às revoltas dos camponeses.
c) Porque as mulheres exigiam participação política.
d) Porque os metecos queriam mais direitos.


4. (Estabelecer relação causa/consequência)
Qual foi uma consequência imediata das reformas de Sólon?

a) Todos os habitantes de Atenas passaram a ter cidadania.
b) A escravidão por dívidas foi proibida e as dívidas foram canceladas.
c) As mulheres conquistaram direito ao voto.
d) Os estrangeiros puderam participar da política.


5. (Identificar elementos da narrativa)
Em que período histórico se passa a narrativa?

a) No século V a.C., na cidade de Atenas.
b) No século III a.C., em Esparta.
c) No século I d.C., no Império Romano.
d) No século VII a.C., em Corinto.

#007 - Atividade - A República Romana - 6º ano 3º bimestre

 

1. (Localizar informações explícitas)
Quando ocorreu a mudança na forma de governo de Roma e quem era o rei no poder nessa época?

a) No início do século VI d.C., o rei era Tarquínio, o Sábio.
b) Em 509 a.C., o rei era Tarquínio, o Soberbo.
c) No século VII a.C., o rei era Júlio César.
d) Em 509 d.C., o rei era Tarquínio, o Justo.


2. (D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão)
No trecho “a palavra república significa ‘coisa pública’”, o que o texto quer dizer com a expressão “coisa pública”?

a) Algo que pertence apenas aos patrícios.
b) Algo que pertence ao rei e aos nobres.
c) Algo que pertence a todos, não apenas a um indivíduo.
d) Algo que pertence somente ao exército romano.


3. (D4 – Inferir uma informação implícita)
Por que os plebeus precisavam comprovar renda e posses para votar?

a) Porque a participação política era restrita aos homens ricos.
b) Porque o rei exigia essa comprovação para conceder cidadania.
c) Porque a lei determinava que apenas soldados poderiam votar.
d) Porque não havia diferenças sociais entre patrícios e plebeus.


4. (D6 – Identificar o tema de um texto)
Qual é o tema central do texto?

a) As guerras entre patrícios e plebeus.
b) A transição do governo monárquico para a república em Roma.
c) A expansão territorial do Império Romano.
d) A criação das leis romanas no período imperial.


5. (D11 – Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato)
Leia a frase: “Os patrícios tinham todos os direitos políticos assegurados, podendo votar e ser votados para todos os cargos.”
Essa frase é:

a) Um fato, pois apresenta uma característica real da sociedade romana.
b) Uma opinião, pois reflete a visão do autor sobre os patrícios.
c) Uma hipótese, pois não há evidência histórica no texto.
d) Uma previsão, pois trata do futuro da política romana.

6. (Reflexão sobre o conceito de cidadania)
No texto, é dito que, no início da República Romana, a cidadania podia ser exercida por todos os homens livres nascidos em Roma, mas com diferenças entre patrícios e plebeus. Na Grécia Antiga, apenas homens livres, maiores de idade e nascidos na cidade podiam participar da vida política. Hoje, no Brasil, homens e mulheres têm direito ao voto a partir dos 16 anos.
Com base nessas informações, o que podemos concluir sobre o conceito de cidadania?

a) A cidadania sempre significou a mesma coisa em todas as épocas.
b) A cidadania é um conceito fixo, que não sofre mudanças com o tempo.
c) A cidadania é um conceito mutável, que se transformou para incluir mais pessoas e direitos.
d) A cidadania é exclusiva das pessoas que possuem riquezas e poder político.


quinta-feira, 28 de agosto de 2025

#006 - Atividade - A escravidão no Brasil e as leis abolicionistas - 8º ano 3º bimestre


A escravidão no Brasil representou a base econômica durante a Colônia e o Império. Como nos lembra Gilberto Freyre, os escravos foram "as mãos e os pés dos senhores de engenho". Esta afirmação pode ser ampliada para todos os setores que direta ou indiretamente utilizaram a mão-de-obra escrava como sua principal força de trabalho, seja como escravos de ganho ou agrícolas. Por quase três séculos a existência da escravidão foi uma instituição praticamente inquestionada no Brasil. Após a Revolução Industrial inglesa a escravidão passa a ser questionada em todas as áreas do globo. Surge um novo projeto econômico baseado na utilização do trabalho livre. A Revolução Francesa também empresta sua ideologia à conjuntura proclamando a igualdade e a liberdade como direitos básicos do povo.

Obviamente essas palavras ganharam significados distintos dependendo do grupo social que o utilizava. A liberdade era reivindicada pelas elites americanas desgostosas com a opressão de suas metrópoles, mas também pelos escravos em relação aos seus senhores. Nesse sentido, as pressões foram muitas sobre o Brasil para que efetuasse sua abolição da escravatura e contava com um exemplo bem sucedido, do ponto de vista das elites, de abolição no continente: a experiência dos Estados Unidos.

No entanto, apenas a partir da segunda metade do século XIX é que começa a delinear - se de maneira mais consistente o que chamamos de movimento abolicionista. Este movimento, composto em sua maioria por intelectuais, militares, pequenos empresários, advogados, jornalistas e outros profissionais liberais, iniciou a mobilização pelo fim da escravidão. Essas categorias se mobilizam em torno de um discurso que afirmava que a causa do atraso econômico brasileiro se devia à existência da escravidão no país. Nessa lógica, o desenvolvimento brasileiro dependia necessariamente da abolição dessa forma de trabalho, característica de um mundo arcaico e atrasado.

O mundo rural apresentava-se, assim, como causa do atraso econômico e a nova vida urbana e cultural impunha-se, nesse pensamento, como mais adequada para o progresso econômico. Verificamos, portanto, que a crítica desses abolicionistas estava mais relacionada à construção de um novo paradigma de Brasil, urbano e intelectualizado, do que à preocupação com o bem-estar do escravo propriamente. Em paralelo com esse movimento abolicionista intelectualizado verificamos um quadro de mobilização e revoltas efetuadas pelos próprios negros. A ideia que se construiu na historiografia brasileira a respeito das leis abolicionistas privilegia as ações realizadas pela classe média brasileira. Seguramente, elas foram de grande importância, principalmente para dar visibilidade ao movimento na imprensa. No entanto, o movimento dos próprios escravos ou dos negros livres de camadas inferiores não pode ser desconsiderado nem silenciado. Essa conjuntura é marcada pela conjugação de uma luta que se travou nas cidades, por parte dessa classe média intelectualizada, e por rebeliões de escravos em fazendas e uma série de revoltas em quilombos. 

As leis abolicionistas representam, nesse sentido, o reconhecimento dessas lutas pelo Governo Imperial. Longe de ser uma concessão bondosa do Império, as leis demonstram as pressões, não desprezíveis, realizadas por esses grupos sociais emergentes. Sabemos que o conjunto de leis publicadas no espaço de 17 anos poucas mudanças efetivas representaram para a vida dos escravos brasileiros. Seja porque não eram cumpridas em muitas ocasiões, seja porque o seu próprio conteúdo não se direcionava aos escravos que de fato representavam a mão -de-obra brasileira, direcionando-se primeiro aos filhos nascidos a partir de 28 de setembro de 1871 (Lei Rio Branco), e posteriormente àqueles com mais de 60 anos (Lei Barão de Cotegipe). E, ainda, não foi acompanhada de um projeto de inclusão social. No entanto, vale ressaltar que essas medidas visavam, por parte do Governo Imperial, conter um movimento que ganhava cada vez mais força. As leis ditas abolicionistas representaram uma vitória para este movimento não pelo conteúdo de suas cartas legais, mas sim porque o conjunto de mobilizações escravas e dos abolicionistas significou numa ameaça efetiva à estabilidade do Império. 

fonte: Revista África e Africanidades - Ano I - n. 2 – Agosto. 2008 - ISSN 1983-2354 www.africaeafricanidades.com Revista África e Africanidades - Ano I - n. 2 – Agosto. 2008 - ISSN 1983-2354 www.africaeafricanidades.com


1. (D1 – Localizar informações explícitas)

Segundo o texto, qual categoria social predominava no movimento abolicionista brasileiro?
a) Escravos e libertos
b) Grandes fazendeiros
c) Intelectuais, militares, pequenos empresários, advogados e jornalistas
d) Comerciantes de escravos


2. (D3 – Inferir o sentido de uma expressão)

No trecho: “Longe de ser uma concessão bondosa do Império, as leis demonstram as pressões [...]”, a expressão “Longe de ser uma concessão bondosa” significa que:
a) As leis foram aprovadas por compaixão pelos escravos
b) As leis resultaram de uma decisão espontânea do Império
c) As leis foram fruto de pressões e interesses, e não de generosidade
d) O Império não queria aprovar leis abolicionistas, mas as aprovou por benevolência


3. (D4 – Inferir uma informação implícita)

Por que, segundo o texto, as leis abolicionistas tiveram pouco impacto na vida da maioria dos escravos?
a) Porque foram aprovadas durante a República
b) Porque beneficiavam apenas parte da população escravizada, como recém-nascidos e idosos
c) Porque foram aplicadas de forma ampla e igualitária
d) Porque o governo priorizava a liberdade dos escravos adultos


4. (D6 – Identificar o tema do texto)

O texto aborda, principalmente:
a) A importância da Revolução Francesa para a economia brasileira
b) A participação exclusiva da classe média na abolição da escravidão
c) A escravidão no Brasil, as pressões pela abolição e a participação de diferentes grupos sociais no processo
d) A resistência do Império à industrialização brasileira


5. (D7 – Identificar a tese do texto)

Qual é a tese defendida no texto?
a) A abolição da escravidão foi uma iniciativa isolada do governo imperial
b) A escravidão foi abolida por vontade exclusiva das elites intelectuais brasileiras
c) O movimento abolicionista e as lutas escravas foram fundamentais para pressionar o governo a aprovar leis abolicionistas
d) O fim da escravidão ocorreu sem participação popular, apenas por pressão internacional


6. (D8 – Estabelecer relação entre tese e argumentos)

Qual argumento apresentado reforça a tese de que as leis foram resultado de pressões sociais?
a) “As leis abolicionistas representam [...] o reconhecimento dessas lutas pelo Governo Imperial.”
b) “As leis foram elaboradas para incluir socialmente os ex-escravos.”
c) “As leis alteraram profundamente a vida dos escravos no Brasil.”
d) “As elites rurais apoiavam integralmente as leis abolicionistas.”


7. (D9 – Diferenciar partes principais das secundárias)

Qual trecho do texto apresenta uma informação secundária, e não central?
a) “As leis direcionavam-se primeiro aos filhos nascidos a partir de 28 de setembro de 1871 (Lei Rio Branco).”
b) “O movimento abolicionista foi composto, em sua maioria, por intelectuais e profissionais liberais.”
c) “A escravidão no Brasil representou a base econômica durante a Colônia e o Império.”
d) “O movimento abolicionista iniciou a mobilização pelo fim da escravidão.”


8. (D11 – Estabelecer relação causa/consequência)

Segundo o texto, qual foi uma consequência da pressão exercida por movimentos escravos e abolicionistas?
a) A criação de um projeto eficaz de inclusão social
b) A aceleração da Revolução Francesa
c) A promulgação de leis abolicionistas, mesmo que limitadas
d) O aumento do número de fazendas escravistas


9. (D14 – Distinguir um fato da opinião)

Assinale a alternativa que apresenta uma opinião expressa no texto:
a) “A escravidão no Brasil representou a base econômica durante a Colônia e o Império.”
b) “As leis abolicionistas representaram uma vitória para este movimento não pelo conteúdo de suas cartas legais, mas sim porque o conjunto de mobilizações significou numa ameaça efetiva à estabilidade do Império.”
c) “O movimento abolicionista iniciou a mobilização pelo fim da escravidão.”
d) “O mundo rural apresentava-se como causa do atraso econômico brasileiro.”


10. (D18 – Reconhecer efeito de sentido de uma expressão)

Qual o efeito produzido pela expressão “mundo arcaico e atrasado”, usada no texto para caracterizar a escravidão?
a) Criar uma imagem positiva da escravidão como tradição histórica
b) Reforçar a ideia de que a escravidão era compatível com a modernidade industrial
c) Marcar um julgamento negativo, indicando que a escravidão era incompatível com o progresso
d) Indicar que a escravidão era uma inovação para o século XIX


sexta-feira, 22 de agosto de 2025

#005 - Atividade: O Brasil na Guerra do Paraguai – Questões internas, externas e impactos - 8º ano - 3º bimestre

 

Texto-base (narrativo e expositivo)

Em 1864, iniciou-se a Guerra do Paraguai, também chamada de Guerra da Tríplice Aliança, pois Brasil, Argentina e Uruguai uniram-se contra o Paraguai, governado por Solano López. O conflito teve início quando López, após intervir na política uruguaia, invadiu a província brasileira de Mato Grosso, alegando defender sua soberania e interesses comerciais.

As causas da guerra foram complexas: disputas por territórios, interesses econômicos no Rio da Prata e rivalidades políticas. O Paraguai buscava acesso ao mar e maior influência na região, enquanto o Brasil queria garantir o controle da navegação fluvial e a segurança de suas fronteiras.

A guerra foi longa e devastadora. Internamente, o Brasil enfrentou problemas financeiros, aumento da dívida pública e a necessidade de recrutamento militar, que atingiu principalmente as camadas mais pobres. Externamente, a vitória brasileira fortaleceu sua posição política na América do Sul, mas à custa de milhares de vidas e prejuízos econômicos.

Após a derrota paraguaia, o país vizinho sofreu destruição econômica e demográfica, o que marcou profundamente sua história. No Brasil, o conflito aumentou a pressão pelo fim da escravidão, já que escravizados foram enviados ao front com promessa de liberdade.


 Parte 1 – D9: Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto

1. Qual das partes abaixo apresenta a ideia principal do texto?
a) O uso de roupas brancas pelos soldados na guerra.
b) A intervenção de Solano López na política uruguaia e a invasão ao Mato Grosso.
c) A descrição dos impactos da guerra no Brasil e no Paraguai.
d) As causas, os desdobramentos e as consequências da Guerra do Paraguai.


2. Qual informação é secundária no texto?
a) A guerra foi chamada de Guerra da Tríplice Aliança.
b) O Brasil participou do conflito ao lado da Argentina e do Uruguai.
c) O Brasil queria garantir o controle da navegação fluvial.
d) O conflito foi devastador, com impactos políticos e econômicos.



Parte 2 – D10: Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa

3. Qual é o conflito central apresentado no texto?
a) A disputa entre os Estados Unidos e o Paraguai pelo controle do Rio da Prata.
b) A intervenção do Paraguai em Mato Grosso, desencadeando a guerra contra a Tríplice Aliança.
c) A campanha abolicionista no Brasil após a guerra.
d) O aumento da dívida pública no Brasil após a guerra.


4. Quais elementos ajudam a construir a narrativa sobre a Guerra do Paraguai no texto?
a) Personagens (Solano López, Brasil), tempo (1864), espaço (Mato Grosso, Rio da Prata) e causas (disputas territoriais e econômicas).
b) Apenas as consequências econômicas e sociais para o Paraguai.
c) A descrição das roupas dos soldados e os nomes dos generais.
d) Somente a informação de que o Brasil venceu o conflito.

#004 - Atividade: As Revoltas Negras no Brasil – A Revolta dos Malês e seus impactos - 8º ano - 3º bimestre - SAEB

 

Texto-base:

A Revolta dos Malês foi uma das mais importantes revoltas negras do Brasil no século XIX. Ela aconteceu em 1835, na cidade de Salvador, e foi liderada por africanos muçulmanos escravizados e libertos. Esses homens, conhecidos como malês, planejavam derrubar o governo local e acabar com a escravidão.

O movimento contou com intensa organização: os revoltosos usavam roupas brancas e se comunicavam por bilhetes escritos em árabe, demonstrando disciplina e conhecimento. A insatisfação dos malês refletia a resistência negra contra a opressão escravista e o desejo por liberdade.

A repressão foi violenta. Muitos participantes foram mortos ou castigados. A revolta assustou as autoridades e os senhores de escravos, pois revelou a força da união entre os africanos. Esse episódio, assim como outras revoltas negras, enfraqueceu a confiança do sistema escravocrata, que começou a adotar medidas mais rigorosas de vigilância.


Parte 1 – Habilidade D2 (Coesão textual: repetições e substituições)

1. No trecho “Esses homens, conhecidos como malês, planejavam derrubar o governo local e acabar com a escravidão”, a expressão “esses homens” retoma qual expressão anterior?
a) Roupas brancas
b) Africanos muçulmanos escravizados e libertos
c) Revolta dos Malês
d) Bilhetes escritos em árabe


2. No trecho “Esse episódio, assim como outras revoltas negras, enfraqueceu a confiança do sistema escravocrata”, a expressão “Esse episódio” se refere a:
a) A vigilância das autoridades
b) A Revolta dos Malês
c) A violência contra os revoltosos
d) A união entre os africanos


3. Se a palavra “eles” substituísse “os revoltosos” no trecho “os revoltosos usavam roupas brancas e se comunicavam por bilhetes escritos em árabe”, o sentido do texto seria mantido porque:
a) A palavra “eles” se refere aos senhores de escravos
b) A palavra “eles” se refere aos revoltosos mencionados anteriormente
c) A palavra “eles” se refere às autoridades locais
d) A palavra “eles” se refere aos escravos mortos na repressão



Parte 2 – Habilidade D7 (Identificar a tese do texto)

4. Qual é a tese do texto sobre a Revolta dos Malês?
a) A Revolta dos Malês foi uma rebelião sem importância no Brasil.
b) A Revolta dos Malês foi um movimento organizado que desafiou a ordem escravista e causou preocupação às autoridades.
c) A Revolta dos Malês foi liderada por autoridades locais contra os escravos.
d) A Revolta dos Malês acabou fortalecendo a escravidão no Brasil.


5. Qual das alternativas também expressa a ideia central defendida pelo texto?
a) As revoltas negras foram inúteis para os escravizados.
b) A Revolta dos Malês contribuiu para a queda da monarquia.
c) As revoltas negras, como a dos Malês, revelaram a resistência contra a escravidão e enfraqueceram a confiança no sistema.
d) A Revolta dos Malês aconteceu porque os escravos queriam se tornar imperadores.



Parte 3 – Habilidade D8 (Relacionar tese e argumentos)

6. Qual argumento apresentado no texto sustenta a ideia de que a Revolta dos Malês foi organizada?
a) Os revoltosos se comunicavam por bilhetes em árabe e usavam roupas brancas para identificação.
b) Os revoltosos destruíram todas as fazendas de Salvador.
c) O movimento foi pacífico e sem derramamento de sangue.
d) O governo incentivou a revolta para enfraquecer os conservadores.


7. Que argumento reforça a tese de que a Revolta dos Malês abalou a confiança do sistema escravista?
a) Muitos revoltosos foram castigados pelas autoridades.
b) A revolta revelou a força da união africana e fez com que o sistema aumentasse a vigilância.
c) O movimento não contou com organização e foi rapidamente controlado.
d) As autoridades ignoraram o episódio e mantiveram a mesma política.

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

#003 - Atividade - A chegada da família real - 8º ano 3º bimestre

 

A Vinda da Família Real para o Brasil

Em 1808, a Família Real portuguesa transferiu-se para o Brasil, fato inédito na história colonial. Essa mudança foi motivada, principalmente, pela invasão das tropas napoleônicas em Portugal. Napoleão Bonaparte, líder francês, desejava enfraquecer a Inglaterra por meio do Bloqueio Continental, que proibia os países europeus de comercializarem com os ingleses. Como Portugal era aliado da Inglaterra, tornou-se alvo da França.

Para escapar da invasão, Dom João, então príncipe regente, decidiu transferir a corte para o Brasil, colônia portuguesa na América. A viagem foi realizada com a escolta inglesa, evidenciando a forte relação entre os dois países.

A chegada da corte transformou profundamente a colônia: abertura dos portos às nações amigas, criação do Banco do Brasil, da Imprensa Régia e de instituições culturais foram algumas medidas que marcaram essa época. Esses acontecimentos prepararam o Brasil para se tornar sede do Império Português e, posteriormente, conquistar a sua independência.


Habilidade D1 – Localizar informações explícitas no texto

01. Em que ano a Família Real portuguesa chegou ao Brasil?


(a) 1789

(b) 1808

(c) 1822

(d) 1815


02. Qual foi o principal motivo para a vinda da Família Real para o Brasil? 

(a) A busca por novas terras para colonização

(b) A ameaça da Inglaterra contra Portugal

(c) A invasão de Portugal pelas tropas napoleônicas

(d) A descoberta de ouro no Brasil


03. Qual instituição foi criada após a chegada da corte portuguesa? 


a) Banco do Brasil

b) Banco Central do Brasil

c) Tribunal de Justiça

d) Assembleia Nacional


Habilidade D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão

04. No trecho “Essa mudança foi motivada, principalmente, pela invasão das tropas napoleônicas em Portugal”, o que significa a palavra “motivada” no contexto?

a) Impedida

b) Realizada por obrigação

c) Opcional

d) Ignorada

05. Na frase “evidenciando a forte relação entre os dois países”, a palavra “evidenciando” significa: 

a) Escondendo

b) Mostrando com clareza

c) Fragilizando

d) Questionando


06. No trecho “Esses acontecimentos prepararam o Brasil para se tornar sede do Império Português”, a palavra “sede” significa: 

a) Falta de água

b) Centro principal

c) Um tipo de prédio

d) Capital provisória



H1: Inferir uma informação implícita

07.  Em 1840, durante o conturbado Período Regencial, o Brasil vivia uma fase de instabilidade política. Para conter as revoltas e fortalecer a monarquia, políticos liberais pressionaram para que Dom Pedro II, então com apenas 14 anos, fosse declarado maior de idade e assumisse o trono. Esse acontecimento ficou conhecido como o Golpe da Maioridade, pois a Constituição previa que a maioridade ocorreria aos 18 anos. A antecipação tinha o objetivo de garantir a centralização do poder e a estabilidade no país.

Por que os políticos liberais apoiaram o Golpe da Maioridade?

a) Porque queriam implantar uma república imediatamente.

b) Porque pretendiam acabar com as revoltas regenciais e ter maior influência no governo.

c) Porque defendiam a independência das províncias.

d) Porque acreditavam que Dom Pedro II iria abdicar do trono.


08. O que se pode deduzir sobre a situação política do Brasil antes do Golpe da Maioridade? 

a) O país estava em plena paz social.

b) Não havia conflitos ou divisões entre os grupos políticos.

c) Existiam revoltas e falta de estabilidade no governo.

d) O imperador já governava com autoridade plena.


09. Qual intenção implícita estava por trás do movimento do Golpe da Maioridade? 

a) Tornar o país uma colônia portuguesa novamente.

b) Reduzir a influência da aristocracia rural.

c) Centralizar o poder e conter as revoltas.

d) Diminuir os poderes do imperador.


10. Qual é o tema central do texto? 

a) A proclamação da independência do Brasil.

b) O início do Primeiro Reinado.

c) O movimento político que antecipou a maioridade de Dom Pedro II.

d) A abolição da escravidão no Império.


D20 - Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que
abordam o mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em
que será recebido.

Texto 1 – Visão Liberal

“Os liberais defendiam maior descentralização política, garantindo mais autonomia para as províncias. Acreditavam que isso permitiria um governo mais próximo das necessidades locais, evitando a concentração de poder na Corte.”

 Texto 2 – Visão Conservadora

“Os conservadores defendiam a centralização do poder nas mãos do imperador e do governo central, pois acreditavam que a unidade política era essencial para evitar revoltas e manter a ordem no Império.”

11.  Qual diferença pode ser observada na forma como os dois textos tratam a questão do poder político no Segundo Reinado?

a) Ambos defendem a abolição da escravidão.

b) O texto 1 defende descentralização, enquanto o texto 2 defende centralização do poder.

c) O texto 1 é contra a monarquia, enquanto o texto 2 defende a república.

d) Ambos defendem as mesmas ideias, apenas com argumentos diferentes.


12. O que explica as diferenças nas posições apresentadas nos dois textos? 

a) As condições históricas: os liberais buscavam mais autonomia provincial, enquanto os conservadores temiam revoltas e defendiam estabilidade.

b) As ideias eram iguais, mas expressas com palavras diferentes.

c) Ambos queriam eliminar as províncias do Império.

d) Os dois partidos eram contrários ao imperador e à monarquia.


D21 Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao
mesmo tema.


13. Qual é a posição política do partido Liberal em relação à organização do poder no Brasil?

a) Manutenção da centralização no governo imperial.

b) Aumento da participação popular na república.

c) Descentralização e mais autonomia para as províncias.

d) Fim imediato da monarquia.








#002 - Atividade - Saúde Mental

 

Texto para leitura:

A saúde mental é um aspecto essencial para o bem-estar e o desempenho acadêmico dos alunos. Cuidar da mente não é apenas uma questão de saúde, mas também de ética, pois envolve responsabilidade consigo mesmo e com os outros. Algumas práticas podem ajudar: organizar o tempo de estudo para evitar sobrecarga, manter hábitos saudáveis de sono e alimentação, praticar exercícios físicos e reservar momentos para lazer e convívio social. Além disso, buscar ajuda quando necessário é um ato de coragem e autocuidado.


Dicas para manter a saúde mental dos alunos:

  • Organize sua rotina de estudos com pausas regulares.

  • Tenha uma alimentação equilibrada e beba bastante água.

  • Durma bem, respeitando as horas de descanso necessárias.

  • Pratique atividades físicas regularmente.

  • Separe momentos para lazer e para estar com amigos e familiares.

  • Evite sobrecarga de tarefas e aprenda a dizer “não” quando necessário.

  • Procure ajuda profissional caso sinta ansiedade, estresse excessivo ou tristeza persistente.


Questões:

  1. Por que cuidar da saúde mental pode ser considerado um ato ético?

  2. Cite duas dicas mencionadas no texto para manter a saúde mental.

  3. Por que é importante buscar ajuda quando necessário?

  4. Como a organização do tempo de estudo pode contribuir para a saúde mental?

#001 - Atividade – “A Sociedade do Cansaço”, de Byung-Chul Han

Texto para leitura:

O livro A Sociedade do Cansaço, de Byung-Chul Han, analisa como a sociedade contemporânea transformou a forma de viver e trabalhar. Para o autor, não vivemos mais em uma sociedade disciplinar, baseada em regras e proibições externas, mas em uma sociedade do desempenho, onde cada pessoa se sente obrigada a ser produtiva, feliz e bem-sucedida. Essa pressão interna leva a um excesso de cobrança e à autoexploração, já que acreditamos estar fazendo tudo por escolha própria.
Esse modelo de vida cria doenças psíquicas típicas da atualidade, como depressão, burnout e ansiedade, causadas pelo esgotamento físico e mental. A busca incessante por produtividade gera isolamento, competitividade excessiva e perda da capacidade de descanso e contemplação.
O autor propõe que repensemos nossa relação com o tempo, resgatando o ócio, o silêncio e a vida para além do desempenho constante, como formas de resistência a essa lógica.


Resumo em Tópicos:

  1. Sociedade do Desempenho:

    • Ênfase na produtividade e na superação pessoal.

    • As pessoas se veem como projetos em constante melhoria.

  2. Doenças da Modernidade:

    • Burnout, depressão e ansiedade como reflexo da pressão interna.

  3. Excesso de Positividade:

    • Ideia de que “tudo é possível” gera sobrecarga emocional.

    • Controle sutil via motivação e autoexigência.

  4. Autoexploração:

    • Indivíduo explora a si mesmo acreditando ser livre.

  5. Liberdade Aparente:

    • Não há proibições explícitas, mas sim pressão interna para produzir.

  6. Consequências Sociais:

    • Relações utilitárias, perda de empatia e aumento da competitividade.

  7. Proposta do Autor:

    • Valorizar ócio, silêncio e contemplação para recuperar equilíbrio.


Questões Reflexivas:

  1. Qual é a principal diferença entre a sociedade disciplinar e a sociedade do desempenho, segundo Byung-Chul Han?

  2. Por que o excesso de positividade pode se tornar prejudicial à saúde mental?

  3. Você acredita que a autoexploração é mais perigosa do que a exploração externa? Por quê?

  4. Quais atitudes poderiam ajudar a reduzir o cansaço e o burnout na sociedade atual?

 

#14 - Atividade - Setembro Amarelo

  Tema: Resistir às cobranças do mundo moderno, respeitar o tempo de cada coisa e não aceitar o que nos faz mal Texto de Apoio  No mundo atu...